SEMENTEIRA

Notícias colhidas de hortas urbanas e periurbanas, familiares, privadas, públicas e comunitárias

FORA DA HORTA – semeando política

3 Comentários

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Cuidar de uma horta comunitária urbana é cuidar da sua cidade. É se sentir dono daquele espaço público o suficiente para querer lutar por ele. Por isso, à medida que muitos hortelões se envolvem com a plantação, acabam se envolvendo também com a gestão pública daquele espaço. Se ele é meu, quero e preciso cuidar dele! Foi assim que me vi certa manhã de sábado na subprefeitura do meu bairro, durante uma das audiências públicas que o novo prefeito Fernando Haddad promoveu para estabelecer seus planos diretores.

Os hortelões urbanos já tinham preparado uma carta de intenções pedindo, entre outros, a criação e manutenção de hortas em escolas públicas e postos de saúde. Num revezamento de ações – alguns iam a audiências em outras subs, outros iam trabalhar nos mutirões -, me incumbi de protocolar a carta nessa audiência perto de casa. Jamais imaginaria que um dia iria acordar cedo num sábado para fazer política! Mas eu fui, porque era uma questão de honra defender os valores que acredito. Cuidar de uma horta comunitária urbana é se reinventar enquanto cidadão.

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Por isso, comemoro o primeiro seminário sobre agroecologia no Congresso Nacional!

O Seminário Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, marcado para os dias 8 e 9 de maio, no Senado Federal, quer sensibilizar os políticos para um caminho sócio-econômico sustentável, que aponte alternativas de produção agrícola fundamentadas na preservação do meio ambiente e no aumento da produção e distribuição de renda entre os trabalhadores rurais. São eles, da pequena agricultura familiar, que produzem mais de 70% da nossa feira. Ciente do valor que a prática da agroecologia traz para a população, por experiência própria, a agricultora orgânica e deputada federal Luci Choinacki (PT-SC) tem causado mobilização admirável em Brasília: “A dona de casa, a mãe que ama seus filhos, quando compra um produto deve ter o direito de escolher se ela quer dar alimentos com veneno, ou alimentos que gerem mais saúde e não apenas que matem a fome”, diz ela.

Inspirada em suas ações, fiz questão de compor a primeira Frente Parlamentar pela Produção Orgânica e Desenvolvimento da Agroecologia no Estado de São Paulo. Mais de 60 entidades civis se uniram aos deputados estaduais Ana do Carmo (PT) e Aldo Demarchi (DEM) para criar uma legislação favorável aos produtores de agricultura limpa, sem o uso de adubos químicos e pesticidas. Procuro também articular forças junto à Frente Municipal pela Sustentabilidade, para que possamos todos trabalhar juntos, em âmbito federal, estadual e municipal. Me vejo em meio a uma gente que não se conhece, mas se reconhece na necessidade de criar um mundo melhor para todos nós!

PS.: Reparou no logo simpático acima, criado pelo Filipe Salvador para representar os hortelões urbanos!? I Ô SP!

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Autor: fedanelon

Sou jornalista e fotógrafa e, após atuar como repórter e editora na MTV, TV Cultura, Band, Metro Jornal e Revista Trip, hoje trabalho de forma independente, cobrindo os temas de agroecologia e segurança alimentar. Ultimamente tenho me dedicado à implantação do Instituto Guandu, que realiza coleta sustentável, compostagem, horta urbana e ecogastronomia.

3 pensamentos sobre “FORA DA HORTA – semeando política

  1. O Seminário Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica foi interessante, apesar do uso politico.
    Você esteve presente?
    Abç

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