SEMENTEIRA

Notícias colhidas de hortas urbanas e periurbanas, familiares, privadas, públicas e comunitárias

Milho roxo

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Hoje a Horta das Corujas protagonizou atividade inédita. Pela primeira vez uma horta comunitária participou de um evento gastronômico, o Paladar Cozinha do Brasil, do Estadão, conhecido por valorizar produtos locais e incentivar a divulgação de sabores nacionais. Por isso mesmo, as hortas urbanas foram convidadas a participar este ano e a Horta das Corujas, na Vila Beatriz, foi palco de atividade que realizou três oficinas: a de sementes para hortas caseiras, ministrada pela Joana Canedo; seguida da oficina sobre compostagem, em que a Claudia Visoni ensinou como transformar o lixo de casa em adubo orgânico.

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Claudia também levou o pessoal para um tour pela horta, onde puderam entender de onde vem a água usada para a rega e se surpreender com um jardim comestível de plantas como ora pronobis, capuchinha, physalis e caruru, facilmente encontrável nas nossas calçadas. Eu mesma tenho um crescendo bonito em casa, que colhi do asfalto!

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A manhã terminou com uma degustação de raw food, com alimentos crus, preparados de modo artesanal pela chef Silvia Corbucci, da Cozinha Efêmera. Entre os pratos, quinoa germinada acompanhada de abobrinha e queijo de grão de bico; e um delicioso brownie feito com cacau, castanhas do brasil, óleo de coco, tâmaras e agave – sem adição de açúcar, farinha ou leite. Uma delícia! Olha a Rita Lobo, chef do Panelinha, conhecendo a horta e os sabores surpreendentes da comida viva!

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Já à tarde, assistindo às aulas e palestras do evento no hotel Grand Hyatt, qual não foi minha surpresa ao descobrir que vários chefs estão buscando produtos artesanais e orgânicos, procurando privilegiar os pequenos produtores brasileiros. Assistindo à aula da chef Ligia Karazawa, do Clos de Tapas, descobri o Alexandre Mattar, produtor de orgânicos do sítio Cambará, em Aiuroca, MG. Ele produz o quase extinto mini-milho roxo, antes largamente consumido nas mesas do interior do país que, com o crescimento da monocultura e do modelo de agronegócios baseado em adubos químicos e pesticidas, acabou sendo desprezado, esquecido pela agricultura familiar. Hoje, ensaia um retorno soberano, trazendo cores e sabores genuínos. Quem nunca comeu uma pipoca deste milho, não conhece o sabor da pipoca de verdade! Quando eu disse para um auditório surpreso que estamos plantando milho crioulo em roças de São Paulo, o povo vibrou! E de lambuja ganhamos algumas sementes do mini-milho de Aiuroca, para que ele venha reinar e colorir o cinza da metrópole. Viva o milho crioulo!

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Autor: fedanelon

Sou jornalista e fotógrafa e, após atuar como repórter e editora na MTV, TV Cultura, Band, Metro Jornal e Revista Trip, hoje trabalho de forma independente, cobrindo os temas de agroecologia e segurança alimentar. Ultimamente tenho me dedicado à implantação do Instituto Guandu, que realiza coleta sustentável, compostagem, horta urbana e ecogastronomia.

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